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Alumni.PT: Daniel Valente
11-01-2021

Desde os 15 anos que Daniel Valente sabia que o seu futuro passaria pela área das tecnologias. Em 2001, ingressou no ISEP para o grau de bacharelato em Engenharia Informática e acabou por também concluir a licenciatura no Instituto. Hoje integra a equipa de arquitetura de infraestruturas da Sonae MC (BIT) e é formador na ISEP ACADEMY em redes e segurança. Para Daniel, a situação de pandemia representou uma mudança positiva em algumas organizações portuguesas já que acelerou a digitalização dos processos e trouxe uma maior flexibilidade laboral.

- Como surgiu o interesse pela Engenharia Informática?

Desde os 15 anos que tinha a convicção que o meu futuro passaria pela informática. Considero que, o facto de ter tido contacto muito cedo com computadores, enquanto todos se interessavam mais por consolas, despertou o gosto pela máquina. Não posso deixar de referir que ter um irmão mais velho, com uma paixão igual, ou quem sabe, maior do que a minha pela informática, também ajudou a moldar o meu caminho.

- Porquê decidiu estudar no ISEP?

Quando chegou o momento de ingressar no ensino superior eu já me encontrava a trabalhar, pelo que a modalidade de ensino noturno, aliado à obtenção de um grau académico (na altura, o bacharelato) mais rápido do que noutras instituições, foi decisivo. Na realidade o plano era bacharelato no ISEP e licenciatura numa outra instituição, mas o gosto pelo ISEP não me deixou sair e conclui a licenciatura também no ISEP.

- Se fosse hoje, voltava a escolher o mesmo curso? Ou que formação gostava de aliar a informática?

A área de informática é muito ampla e permite inúmeras especializações. Tendo em conta a oferta formativa da altura, escolheria novamente o mesmo curso. No entanto, o mundo académico, e também o profissional, evoluíram bastante, pelo que considero que a oferta de formações em competências mais transversais (soft skills) ou especializações são uma excelente mais valia disponível hoje, que, na minha altura, era mais difícil de encontrar.

- Que mais valias e competências levou do ISEP para o mundo profissional?

Do ISEP trouxe, em primeiro lugar, amigos para a vida, já que ainda hoje mantenho contacto com pessoas que conheci no primeiro ano. Saliento também as bases de engenharia, informática e programação, pois, por mais que as coisas evoluam, há sempre uma base comum.

- O que mais lhe fascina e valoriza no seu trabalho?

O meu trabalho na SONAE MC (BIT) está muito relacionado com a inovação, novas tendências e novas soluções tecnológicas, numa perspetiva de infraestruturas de sistemas de informação. Tenho o privilégio de participar e acompanhar no que de mais inovador se faz na área de retalho, mantendo-me sempre informado sobre novas tecnologias e novas tendências da área de infraestruturas. Esta necessidade de constante aprendizagem e evolução tecnológica é extremamente motivadora. Outro fator que valorizo imenso é a possibilidade de conciliar a minha atividade principal com a de lecionar formação certificada na ISEPACADEMY, que surge no âmbito da parceria existente entre o ISEP e a BIT.

- Quais os desafios da informática e cibe segurança, nomeadamente durante e após a pandemia COVID-19?

De um modo geral, considero que o principal desafio, no início da pandemia, foi a falta de preparação e um reduzido nível de digitalização da grande maioria das empresas portuguesas. As tecnologias de informação, passaram de um "mal necessário" para algo absolutamente crítico de um dia para o outro e, ou por falta de recursos ou por falta de conhecimento, essa passagem não foi pacífica para a maioria das organizações. Acredito que, de forma a endereçar as necessidades imediatas de acesso à informação, tenham descurado em muitos pontos aspetos de cibersegurança, que devem agora ser mitigados com a maior brevidade possível. Nestes tempos pós pandemia, acredito que o desafio será encontrar o equilíbrio em cada organização, isto é, evitar vontade de regressar ao normal: esquecer os pontos positivos que esta situação nos trouxe, nomeadamente, a digitalização de processos ou a flexibilidade laboral.

- Se pudesse mudar algo no mundo…?

Eliminava qualquer tipo de discriminação.

- Que mensagem gostava de deixar aos futuros engenheiros do ISEP?

Antes de mais, aproveitem bem os anos no ISEP, há tempo para tudo e mais alguma coisa. Lembrem-se que se há algum mundo em constante mudança é o nosso (informática), pelo que devem tentar estar em contacto com as organizações e com as empresas para aliar, o mais cedo possível, as bases que a academia vos vai dar com as novidades que estão constantemente a surgir.