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"A Engenharia como Motor do Turismo" atesta sinergia das duas áreas
08-03-2016
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A iniciativa “A Engenharia como Motor do Turismo”, inserida no ciclo de conferências “Engenharia em Movimento” do Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP), atraiu centenas de pessoas à sala do Auditório Magno, no passado dia 3 de março. O mote assentava no debate dos desafios estratégicos da Engenharia no desenvolvimento do setor turístico.

Segundo o responsável pela organização, Roque Brandão, o balanço final é extremamente positivo. “Acho que a conferência correu muito bem, cumprindo todos os objetivos para a qual foi pensada. Ficou provado que a Engenharia e o Turismo cruzam sinergias e que têm que trabalhar ainda mais conjunto, tendo em vista o desenvolvimento do País e de uma região”, afirmou.

No final do evento, o engenheiro e docente do ISEP destacou também a qualidade dos oradores-convidados, nomeadamente Ana Mendes Godinho (Secretária de Estado do Turismo), Luís Pedro Silva (arquiteto), Mário Ferreira (CEO DouroAzul) e Fernando Almeida Santos (presidente da Região Norte da Ordem dos Engenheiros).

Quando questionado sobre a sua opinião acerca d’ “A Engenharia como Motor do Turismo”, Mário Ferreira, um dos principais intervenientes, disse que a existência e aposta na realização deste tipo de encontros é muito importante. “Foi um prazer enorme aqui estar e debater a temática do Turismo não só local, mas também nacional, devido à presença da Secretária de Estado do Turismo”, acrescentou.

Por sua vez, o presidente da Região Norte da Ordem dos Engenheiros, Fernando Almeida Santos, sublinhou que tanto nos transportes como nas infraestruturas a Engenharia deixa as suas marcas bem vincadas. “O simples avião é um produto de Engenharia e é o mais utilizado no Turismo, ou seja, a própria viatura e a forma como esta se integra com as infraestruturas… tudo isso tem cariz de Engenharia. Portanto, a Engenharia de forma direta ou indireta tem uma dimensão muito própria naquilo que é depois o efeito do Turismo em si”, afirmou.

Também o arquiteto Luís Pedro Silva, responsável pelo Terminal de Cruzeiros de Leixões, abordou a estreita ligação existente entre o Turismo e a Engenharia, salientando a importância da última para o sucesso da sua obra. “Não há Arquitetura sem Engenharia. No meu caso, tive a felicidade de coordenar dez tipos diferentes de Engenharia, desde as mecânicas às eletrotecnias, às hidráulicas, às engenharias de acessibilidades. Portanto, a engenharia esteve em muitas facetas do projeto”, concluiu.

O evento “A Engenharia como Motor do Turismo” está inserido no ciclo de conferências “Engenharia em Movimento”. Este ano vão realizar-se mais duas iniciativas do género: “Smart Grides e Smart Cities” e “Construções Sustentáveis”, em abril e junho, respetivamente.