Investigação

Válvula inovadora permite efetuar cortes e religações de água
26-10-2015
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Está prestes a entrar no mercado um produto inovador que junta o Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP), a INDAQUA e a Valcon - Válvulas Automáticas de Controlo. Trata-se do desenvolvimento de uma tecnologia - Válvula de Controlo Remoto (RAV), como é designado o produto - que permite acionar remotamente uma válvula que estará instalada a montante do contador de água, podendo efetuar o seu acionamento sem necessidade de aceder à instalação. Eventuais cortes e reposições do fornecimento de água serão possíveis realizar, independentemente do contador de água se encontrar ou não no interior das propriedades. 

Dificuldades de acesso ao local, ausência do consumidor, custos de operação e problemas de segurança dos operadores, são algumas das dificuldades encontradas pelas entidades gestoras de distribuição de água nas diversas operações de cortes e reposições do serviço das águas no acesso às casas. Tudo porque em várias propriedades, principalmente nos edifícios mais antigos, os contadores de água estão no interior, tornando a tarefa de manutenção bastante complicada. Foi este o problema encontrado pela INDAQUA, que lançou ao Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP) o desafio de encontrar uma solução, que juntou ao processo a Valcon – Válvulas Automáticas de Controlo, responsável pelo fabrico.

A Valcon, na Covilhã, já construiu 300 unidades destinadas a ensaios reais, estando, neste momento, a serem ultimadas mais 10 mil unidades para colmatar as exigências da INDAQUA.A produção desta válvula “só foi possível fruto da experiência que dispõe na produção de equipamentos de controlo. O mercado, leia-se, de entidades gestoras de água dispõe hoje de um ativo que lhes proporciona grande poupança e salvaguarda a segurança dos seus técnicos”, sublinha João Palma Rodrigues, diretor-geral da Valcon.

A válvula de controlo remoto é um produto com claras vantagens para as entidades gestoras de distribuição de água, realçando a facilidade e rapidez de manuseamento, os aspetos relacionados com a segurança dos operadores e a redução dos custos operacionais associados aos cortes e restabelecimentos do fornecimento de água”, adianta Paulo Nunes, Diretor Geral Técnico e de Exploração da INDAQUA.

“Tratando-se de um bem transacionável com elevado valor acrescentado nacional, a RAV é um produto que além de solucionar tarefas complexas das empresas em Portugal, destina-se ao mercado externo com elevado potencial para exportações” remata Luís Lima, investigador do ISEP.