Estudar

MULHERES, INOVADORAS, ENGENHEIRAS
08-03-2015
253376_SITE_DESTAQUE.jpg

É com orgulho que constatamos que as mulheres são hoje 15% do total de estudantes do Instituto Superior de Engenharia do Porto. A nossa história demonstra que desde 1884 somos uma instituição escolhida por mulheres, ano em que a professora de instrução primária Josephina Baptista Azevedo da Cruz se matriculou nas cadeiras de física e telegrafia elétrica. Entre as inúmeras inovadoras que acreditam no poder da engenharia para quebrar fronteiras, apresentamos três exemplos de diferentes gerações.

Sofia Vilarinho, Sílvia Gomes e Cândida Lencart têm em comum a paixão pela engenharia. Com 18 anos, Sofia entrou este ano no ISEP, onde está a frequentar a licenciatura em Engenharia Eletrotécnica e de Computadores. Com 25 anos, Sílvia é já licenciada e mestre em Engenharia Informática, tendo-se especializado em Sistemas Gráficos e Multimédia. Cândida é engenheira química e conta já 92 anos.

Estas três mulheres de diferentes gerações apresentam pontos em comum, que transmitem alguma intemporalidade de uma área apontada ao futuro. Todas optaram pela engenharia motivadas pelas fascinantes possibilidades de carreira e boas perspetivas de empregabilidade.

Cândida Lencart tomou uma opção arrojada numa altura em que poucas mulheres seguiam para o ensino superior e menos ainda para a área da engenharia. Queria continuar a aprender e conquistar a sua independência como analista química e a passagem pelo ISEP conferiu-lhe uma formação superior que lhe viria a abrir portas.

Lembra com saudade pontos altos da camaradagem que encontrou no Instituto e atividades extracurriculares como as atuações da tuna, que na década de 1940 se faziam no Rivoli. Apaixonou-se.

Esta capacidade do conhecimento promover a mobilidade social e construir novos mundos está também patente nos dias de hoje. Sílvia Gomes é uma engenheira especializada nas novas tecnológicas digitais e Sofia Vilarinho tem perspetivas de trabalhar com as áreas de computadores, robótica e telecomunicações. Ambas fazem parte de uma nova geração de mulheres que ajudam a mudar a engenharia; que a ajudam a evoluir.

Sofia e Sílvia acreditam que como em todas as outras vertentes profissionais, as mulheres foram conquistando o seu lugar. «Hoje somos cada vez mais mulheres na engenharia e no futuro continuaremos a marcar a diferença», apontam.

Às alunas do ensino secundário Sofia e Sílvia deixam o desafio de acreditarem que com trabalho podem fazer tudo o que quiserem e que não há áreas “tabu”. Sílvia lembra as inúmeras oportunidades que existem na engenharia, enquanto Sofia vai mais longe e alerta que «não podemos deixar o desenvolvimento tecnológico só no poder dos homens».

Desde 2010 inscreveram no ISEP 1392 futuras engenheiras.

Muitas destas mulheres já acabaram o curso e são hoje engenheiras a trabalhar em projetos na área da construção e reabilitação, saúde, computadores, robótica e telecomunicações, iluminação e energia, exploração sustentável de recursos naturais e conservação ambiental, programação, inteligência artificial e realidades virtuais, instrumentação e controlo de qualidade, produção industrial e novos materiais, mobilidade e transporte, desenvolvimento de produtos e processos industriais e laboratoriais, gestão de sistemas.

Bem-vindas ao mundo da engenharia.