Cândido Lima

Nasceu nos arredores de Viana do Castelo, Norte de Portugal (1939)

Estudos secundários e musicais gerais em Braga. Pianista e organista

Estudos no Conservatório de Música de Lisboa, interrompidos pelo serviço militar em Portugal e em África (1965/68)

É, desde 1963, bolseiro Fundação Gulbenkian durante anos

Conclui nesse período e no ano seguinte os cursos superiores de piano e de composição nos Conservatórios de Música de Lisboa e do Porto (1068/1970)

Matricula-se na Faculdade de Filosofia, onde estuda durante 5 anos (1968/1973/

Segue cursos em Santiago de Compostela, Cascais, Darmstadt, Gaudeamus, Bayreuth, Acanthes, etc., entre 1965 e 1978)

Funda o Grupo Musica Nova que dirige, dando a conhecer em Portugal autores e obras de Xenakis, Boulez, Stockhausen, Pascal Dusapin, Kaija Sahariaho, Marc Battier, Denis Lorrain, Jean-Baptiste Barrière, músicos portugueses, entre outros

Dedica-se à divulgação musical em séries de concertos, séries de televisão e de rádio, na imprensa escrita.

É director e membro da direcção dos Conservatórios de Música de Braga e Porto (1973/1975)

Parte para Paris, como bolseiro da Secretaria de Estado da Cultura, onde segue, de 1975 a 1978, os seminários de Xenakis, e ainda os cursos de matemática e informática dos Profs. Bernard Girard e Yvonne Girard, nas Universidades de Paris I e de Paris II. Na Universidade de Paris VIII (Vincennes) frequenta, entre outros, os cursos de electroacústica com Marc Battier e Giuseppe Englert, e de informática com Patrick Greussay.

Defende uma tese de doutoramento na Sorbonne, sob a direcção de Xenakis e a colaboração do Professor Michel Guiomar (1983)

No CEMAMu, em Issy-les-Moulineaux, com os dispositivos U.P.I.C., e no SEV (Studio Electroacoustique de Vincennes) compõe as obras Oceanos , Autómatos da areia, Lendas de Neptuno, A-Mèr-es , Galets, Toiles III, também nos Estúdios da Rádio Nacional Portuguesa, no Porto, decorreram algumas fases da composição destas obras, bem como no IRCAM

Segue os estágios no IRCAM em 1981 e em 1991.

Autor de ensaios, artigos, crónicas e conferências Colabora nas Enciclopédias Verbo desde 1972

Durante ensinou composição no Conservatório de Música e na Escola Superior de Música do Porto, onde renovou, reformulou e criou novos programas de composição, neles integrando novas matérias e novas disciplinas

Autor da gravação de Arts-Sciences/Alliages de Xenakis, tese de Doctorat d'État, apresentada na Universidade da Sorbonne, em 1977, e publicada mais tarde pelas Ed. Casterman .

Estudou durante este período direcção de orquestra com Michel Tabachnik e Gilbert Amy

Tem composto obras para diversos instrumentos solo, de câmara, para grandes conjuntos, para orquestra, música coral sinfônica, música electroacústica, música por computador, música para teatro, etc.

Participou, com uma conferência sobre Xenakis e com uma lição sobre algumas obras suas, no Programa Harmos , projecto de vários países europeus na constituição de um banco de dados para consulta permanente de públicos e de instituições

Conferências recentes : Le Marteau sans Maître (Casa da Música) Einstein na música de Xenakis - Da teoria cinética dos gazes ao contraponto e harmonia dos clássicos - Do movimento browniano à música “browniana”( ­Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar/Universidade do Porto), Oriente-Ocidente:Projecções

(Orchestrutópica/Culturgest-Lisboa ), e ainda um curso intulado Românticos contemporâneos- de Monteverdi(Orfeo) a Pascal Dusapin (Medea Material, To Be Sung e Perelá) .

Em 2002 foi publicado o livro Origens e segredos da música portuguesa contemporânea_ M ú s i c a e m S o m e I m a g e m ( Ed.Politema , I.P.P.)

Várias obras estão editadas em CD, algumas partituras editadas e vários estudos publicados. Foi-lhe dedicado o 1º volume da série de autores portugueses editada pelo Atelier de Composição, criação de Pedro Maia

Prémio da Imprensa atribuido ao Programa da Manhã da Rádio Nacional, de Júlio Montenegro, em que o compositor colaborou com o título “De toda a música” (1987).

Obras destacadas na apresentação da ISCM: Oceanos, Autómatos da areia, nos anos 80, na UNESCO, e Ncáãncôa, em 2004, nos W.N.M.D, na Suíça.

Polifonias de notre mer-MinhoI, Madrigal blue-MinhoII, …do Mar da póvoa –MANTA, LUMINA-olhar e o mar, ROCHEDO -Paisagens de fogo, ROMANIA – paisagens subterrâneas, são algumas obras sinfónicas e de câmara recentes.

Tem recebido encomenda de obras e de ensaios da Câmara Municipal de Matosinhos

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