Estudar

SOMOS ISEP: Diogo Fernandes
17-05-2017

Diogo Fernandes é um vianense de gema, ou não fosse natural de Viana do Castelo. A frequentar o Mestrado em Engenharia Eletrotécnica – Sistemas Elétricos de Energia, o jovem de 21 anos confessa que cresceu imenso no ISEP, tendo chegado um “miúdo” e prometendo sair “adulto”. Envolvido em várias atividades, gosta de ajudar o próximo e aponta a Sala da Presidência como o espaço que mais aprecia em todo o Instituto.

-Porque escolheste o ISEP?

Quando chegamos ao 12º ano de escolaridade, parece que chegamos a um abismo. O que escolher? O que fazer? Será que… ou não? Resolvi gastar ‘meia dúzia’ de megabytes de Internet e tive a sorte de encontrar o ISEP. Uma imensidão de informação, de prémios, de regalias, de prestígio, de reconhecimento… enfim, a receita perfeita para um futuro promissor.

-Como recordas os primeiros tempos?

Recordo com uma palavra que não tem tradução noutros idiomas: saudade! É um misto de emoções quando surge esta pergunta. Chegar um ‘miúdo’, sentir-me ‘crescido’, sair ‘homem’. Posso dizer que o tal ‘miúdo’ ainda sem barba no meio de tanto ‘matulão’ se integrou muito bem. Mesmo entre as viagens diárias entre Porto-Viana, rapidamente vieram amizades e o sentir do ‘palpitar’ por este enorme Instituto!

-O que mais te fascina no teu curso?

No meio dos eletrotécnicos, ouve-se muitas vezes a piada do “dar à luz”. E é mesmo isso! O curso é muito abrangente e só não “dá à luz” quem não quer! Perceber o significado de um objeto automático, entender que enquanto estou a dormir há eólicas a produzir energia para eu gastar quando acordar, ou até mesmo ligar o fogão da cozinha estando do outro lado do mundo com um telemóvel. É incrível, não acham?

-Quais as atividades a que te dedicas além dos estudos?

Uma vez, um colega disse-me que o ISEP é que era a minha distração. Tive a oportunidade de contactar com diversas pessoas de diferentes áreas enquanto me ia envolvendo em atividades, o que permitiu conhecer-me enquanto pessoa, tomar responsabilidades desde cedo e contactar com a realidade e o dia-a-dia doutros. Sou Monitor de Atividades de Tempos Livres de Verão no meu antigo Externato e Monitor de Remo no clube da minha cidade. Sou Embaixador do ISEP, voluntário IPP, escuteiro e dedico grande parte do meu tempo a atividades de índole religiosa.

-Queres partilhar algum episódio caricato passado no ISEP?

Tanta coisa! Mas será que podem ser ditas? [risos]. Ficar preso no elevador e ser resgatado pelo segurança. Quem nunca? Estar numa aula teórica e sair um trabalhador das obras no teto e a professora lhe perguntar se quer ficar.

  -Qual a receita para se lidar com a azáfama do quotidiano?

Não vale a pena entrarmos em parafuso! Já dizia um professor: “O ISEP não fecha para o ano”. Ele queria dizer com isto que não cai nenhum mal ao mundo se falharmos. É mau, mas também não é motivo de desespero. Por isso, acho que não há receita. Talvez, manter a calma, perceber que estamos todos no mesmo barco, ou arranjar algo totalmente diferente do curso para fazermos nos tempos livres.

-Qual o segredo para o sucesso?

Bem, se eu soubesse! Por exemplo: às vezes só queremos o 9,5, por outras até vamos ao exame de melhoria para subir um 15 para 16. Isto tem lógica? Sim! Trata-se de metas, definir e cumprir objetivos. Temos de nos superar sempre. Porque haverá sempre alguém, aqui ou noutra escola, que vai ser melhor que nós. Mas temos que lutar.

-Que aspetos diferenciam o ISEP?

Todos nós temos aquele amigo que frequenta outra escola que nos diz: “A minha é melhor que a tua!”. A minha resposta é: “Anda e vê com os teus próprios olhos”. Não se trata de uma escola normal. Talvez, defina o ISEP como uma casa onde se ensina e principalmente se vive engenharia.

-Qual o melhor canto e recanto desta casa?

Obviamente que defendo com unhas e dentes o meu Departamento, mas o recanto mais belo desta casa é a Sala da Presidência. Só lá fui uma vez, mas deslumbrei-me pelo prestígio e reconhecimento que o ISEP traz para os estudantes.

-Uma ideia para crescermos mais?

O ISEP somos nós! Todos! Quantas vezes dizemos ‘menos bem’ desta casa sem percebermos o porquê? Admito que é das coisas que mais me irrita. Vamos todos vestir a ‘camisola’ ISEP e ajudem a manter esta casa. Acredito que não seja nada fácil, mas se queremos a nossa escola bem firme (e não estou a falar dos tijolos), temos de ser nós a ajudar. Se têm sugestões, coloquem-nas. Se têm reclamações, ajudem!​

Perfil

Cinema: “La Vita e Bella” (pela inteligência da produção); “In Time” (pelo conhecimento dos limites do ser humano em querer viver mais); “God’s not dead” (pela indiferença e vergonha que estamos sujeitos)

Literatura: “O livro dos rapazes brilhantes – Guia para um tipo se desenrascar – 211 Truques fundamentais que não nos ensinam na escola nem nos escuteiros” (de Tom Cutler)

Música: Depende muito do momento, mas esta marcou uma etapa na minha vida: Chino y Nacho – “Andas En Mi Cabeza ft. Daddy Yankee”.

Viagem de sonho: Índia.

Gastronomia: Sou “bom garfo” mas muito guloso! Sendo um vianense com orgulho, destaco as Bolas de Berlim do Natário.

Lazer: Convívio com amigos e família, desporto e música.

Desporto Remo e ciclismo.

Se pudesses mudar o mundo: Obrigava toda a gente a ter a idade mental de uma criança! A inocência das crianças é o melhor do mundo e são elas que nos ensinam muitas coisas. Quando passamos à idade adulta, começamos a pensar só em nós e a achar que já não podemos fazer certas coisas. Deixem viver a criança que há dentro de vós!

Filosofia de vida: Não sou perfeito, mas gosto da perfeição!

ISEP numa palavra: Futuro.

A rubrica SOMOS ISEP pretende dar a conhecer alguns dos rostos que integram a nossa comunidade. Sendo muito mais do que uma instituição de Ensino Superior, o ISEP é também uma segunda casa para milhares de pessoas. Estudantes, docentes e colaboradores enriquecem diariamente o Instituto. Este novo espaço destina-se, assim, a cada um dos membros da família ISEP.